"A matadeira" é o apelido de um canhão alemão que o exército brasileiro contratou para destruir uma cidade no interior da Bahia. Essa cidade se chamava Canudos. Canudos nascia no alto da favela como a primeira cidade messiânica do país. Foi, aliás, a partir daí que a imprensa começou a chamar os morros do Rio de Janeiro pelo menos nome: favela. Canudos já tinha mais de 100 mil habitantes, governado através de uma espécie de Estado paralelo. Foi neste tempo que o governo brasileiro contratou "a matadeira" para resolver o... "problema" de Canudos.
Isso faz cem anos.
Eu pergunto: alguma coisa mudou?
A Matadeira (ou No Balanço Da Justiça)
(Cordel do Fogo Encantado)
Vê A matadeira vem chegando No alto da favela No balanço da justiça Do seu criador Matadeira vem chegando No alto da favela No balanço da justiça
Salitre pólvora enxofre chumbo O banquete da Terra O Teatro do céu Diz aí quem vem lá O velho soldado O que traz no seu peito A Vida e a Morte O que traz na cabeça A matadeira E o que veio falar Fogo
Tipo, você faz 13 anos amanhã. Acorda. Pronto. Treze anos.
Café na cama, cesta de frutas (mesmo você odiando as frutas desde a segunda série), video-game da minha mãe, roupas da minha avó, cheque do meu avô e uma pantufa do meu pai (agora o velho dá vinhos, ao menos). Liga o computador, com aquela felicidade induzida, escuta Bob Dylan, Casa das Máquinas, Rolling Stones, King of the stone age, Paralamas, Los Hermanos ou... Mallu Magalhães!
Aliás, eu tenho 19 e também escuto. A menina é massa. Mas esse blog não é pra falar de música.
Vanguart
Mallu Magalhães
Composição: Mallu Magalhães
Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho. Se eu não fosse assim tão tristonho Não seria assim tão normal Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis, Se eu fosse um pouco mais feliz Levantasse o meu astral
7 dias vão e eu nem fui ver 7 dias tão fáceis de se envolver
Ah, se eu tivesse fotografado Se eu tivesse integrado Num mundo sobrenatural
Ah, eu seguiria o realejo Desenharia o que eu vejo No meu cereal
30 dias do mês que ficou pra trás E eu sou só mais um desses meros tão mortais
Ah, se eu fizesse alguma diferença Se eu curasse uma doença Com uma força genial
Ah, eu cantaria pra fazer sorriso Eu perderia o meu juízo Só pra ser especial
7 dias vão e eu nem fui ver São 7 dias tão fáceis de se envolver
30 dias do mês que ficou pra trás E eu sou só mais um desses meros tão mortais Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho. Se eu não fosse assim tão tristonho Não seria assim tão normal Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis, Se eu fosse um pouco mais feliz Se eu levantasse o meu astral
Oquei. Esta é a quarta tentativa de começar um blog, lá vamos nozes. A idéia dessa vez é tentar mesclar algumas viagens, quase sempre envolvendo uma fotografia que possa tentar traduzir ou representar o que está escrito. Tipo, fotografe o que eu escrevo (ou escreva o que fotografo).
Bem... eu nunca fui bom com essas coisas de apresentação. Sou muito neurótico pra essas coisas, tão neurótico que o início pra mim é pior que o fim (algo meio - oquei, bastante - Woody Allen). Pra você ver, eu nunca me saio bem naquelas rodas onde várias pessoas se apresentam:
- Oi, eu sou o Jorge, milito em trinta e três movimentos e vim de Viçosa.
- Ahn, e-eu... é... hum... Fernando! É, Fernando. Eu milito, digo, eu militava porque já tem uma cara que eu não apareço. Mas, bem... eu não apareço porque (Péééééén, tempo esgotado).
Pois é, eu não manjo. Ainda bem que em blogs as coisas são mais simples: qualquer post ruim, alguém, do outro lado do mundo, possivelmente chamará de arte impressionista e qualquer erro ortográfico, bem... é licensa poética. Isto deve me deixar mais tranquilo.
Mas, sim... assistam "Mar Adentro"! Foi por isso que eu comecei esse post, não? Cara, "Mar Adentro" é um filme do caralho, do caralho mesmo. Não é uma produção "lado B" francesa ou um clássico de Bergman, mas... aaaaah... é do caralho, ué. Mas, antes que eu comece a falar dele já aviso: este blog não é para falar de filmes. Então, um cheiro.
“Mar adentro, mar adentro, E na leveza do fundo, Onde se cumprem os sonhos, Juntam-se duas vontades Para cumprir um desejo.
Um beijo incendeia a vida Com um relâmpago e um trovão, E em uma metamorfose Meu corpo já não era meu corpo; Era como penetrar no centro do universo:
O abraço mais pueril, E o mais puro dos beijos, Até sermos reduzidos Em um único desejo:
Seu olhar e meu olhar Como um eco repetindo, sem palavras: Mais adentro, mais adentro, Até o mais além do todo Pelo sangue e pelos ossos.
Mas sempre acordo E sempre quero estar morto Para seguir com minha boca Enredada em seus cabelos”
Prestes a completar 3 anos, o Coletivo Geografia na Luta é formado por estudantes do curso de Geografia da UFS e está sempre aberto para novos participantes. Reuniões todas as quintas, às 13h, na DID 3 sala 13.